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Poema: Memorias na brisa salgada.

Dragão

Poema: Memorias na brisa salgada.

Poema: Memorias na brisa salgada.

 

Adiante ao longe eu vejo,

enfim terra, era este meu desejo.

 

Sobreviver aqui demanda mais astucia que valor.

Meu lar, infestado de todo tipo de gente,

negocios obscuros e sangue quente.

 

Para as docas rumamos,

com o pescado que coletamos.

 

As aguas chegam a ser vermelhas,

pintadas de sangue, do sangue do pescado e dos endividados.

Sempre tem ouro ou sangue a serem coletados.

 

Sinto a brisa, o ar cheio de maresia,

me faz lembrar de pequeno, aquela canção, que bela poesia.

 

Encomenda entregue, prata enfim no bolso.

Saindo das docas, me livro do cheiro pulgente,

Tantas transações, que lugar infestado de gente.

 

Pra todo lugar que se pisar deve-se atentar.

Todos aqui tem que se virar, as vezes é morrer ou matar.

 

Tanto pra se ver e fazer, perigo andando sempre comigo.

As historias, tantas mentiras, tantas missões e pescarias, fico apenas por aguardar o momento.

O retorno do tormento.

 

No fim sempre paro aqui, sentindo esse ar,

Vivendo do que se pode matar no mar.

 

Fico aqui vendo ao longe, a agua vermelha.

O ar salgado, e a lembrança daquele grito a me assombrar.

Apenas espero minha dama novamente vislumbrar.

 

Ainda partirei pela manha sem saber se vou retornar.

Tantas supertições, historias e tripulações, mesmo assim acho que segurança nunca vou encontrar.

 

O tempo passa, a noite cai.

Estou vivo e nessa vida persisto,

Enquanto o tormento não retornar, nessa vida eu insisto.

 

Aguardo o dia em que ela irei reencontrar.

De min a nevoa a tomou, é uma lembrança sempre a me penetrar.

 

Aguardo sim, a nevoa vir buscar a min.

Na lembrança eu guardo, sua voz noite a dentro se disolvendo.

Minha cabeça lateja e meu sangue fica fervendo.

 

Novo dia, nova pescaria, novo sangue nas docas pra derramar.

Minha vida assim vou levar, ate o dia do nosso encontro, que o destio está a tramar.

 

Se ainda não viu os outros poemas pode encontralos abaixo:

"Ultimas palavras aos soldados."aqui.

"Nas areias da conquista."aqui.

 

"Alguma vez você já escutou o chamado?"

3 RESPOSTAS

Re: Poema: Memorias na brisa salgada.

O Saijax pode ser um pouco duro às vezes, talvez você não saiba disso, mas o Saijax também cresceu sem comer ovo. Na verdade ele nunca comeu nem pão, e nunca teve um pão com mortandela ou ovo. Mesmo assim eu nunca vi ele chorar, ficar zangado ou se dar por vencido, ele está sempre disposto a melhorar, ele quer COMER PÃO, é o sonho dele e o Saijax daria a vida por isso sem hesitar. Meu palpite é que ele se cansou de chorar e decidiu provar um pão com ovo de Shurima.
#PorUmFórumComMaisLiberdadeDeIdéias AVANTE!!!
Arauto

Re: Poema: Memorias na brisa salgada.

Parabéns! Li os outros tbm... Eu tenho um vô adotivo que faleceu no fim de 2018.
Ele era poeta, me fez lembrar dele e do meu amor que a névoa levou a 3 anos :3
Tu já me ganhou título desse aqui, se puxou ein carai kkk
Posta mais, quero mais!

https://banjomanbold.files.wordpress.com/2012/12/pato_aviao.jpg?w=640

Re: Poema: Memorias na brisa salgada.

@1LICH1 

 

é incrivel como "simples" palavras adicionadas em um poema podem ter/transmitir tanto valor emocional ... Ahhh a arte....

 

todos os seus poemas são muito bons!, mas esse em especial, me fez sentir... algo...

 

continue a postar suas obras artísticas!

- A dama cinzenta