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Poema: Escrevendo em cinzas - Aquele que purifica as ilhas.

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Arauto

Poema: Escrevendo em cinzas - Aquele que purifica as ilhas.

Poema: Escrevendo em cinzas - Aquele que purifica as ilhas.

 

Fogueiras e cinzas a minha frente,

sinto o calor ate em minha mente.

 

Eu cuido deste lugar a mais tempo do que consigo me lembrar.

Aqui ja foi iluminado e belo de se contemplar.

Agora tenho que com almas e mortos lidar.

 

Ferro em brasa e furia dormente,

apenas minhas mãos e ferramentas contra tudo a minha frente.

 

Essa terra já foi minha para cuidar.

Agora eu a tomo, e da minha propria vida tenho de zelar.

Os mortos estão sempre a espreitar.

 

Eles usam as almas dos pequenos para me atormentar,

entram em meus pesadelos, me fazem lamentar.

 

Querem que me junte a eles, querem-me pelo que eu posso ser.

Ou talvez pelo que eu posso ceder.

Conhecimento e segredos que comigo deveriam perecer.

 

Mas continuarei em frente.

Queimando e passando a ferro ardente.

 

Tudo ira queimar, e estas terras vou purificar.

Tormento esse sem fim, falhou contra minha vontade tomar.

Agora esta mesma vontade levara ruina a este que ja foi meu lar.

 

"Alguma vez você já escutou o chamado?"

2 RESPOSTAS

Re: Escrevendo em cinzas - Aquele que purifica as ilhas.

@1LICH1 Maluco pareceu até letra de musica.


Re: Escrevendo em cinzas - Aquele que purifica as ilhas.


@1LICH1  escreveu:

Fogueiras e cinzas a minha frente,

sinto o calor ate em minha mente.

 

Eu cuido deste lugar a mais tempo do que consigo me lembrar.

Aqui ja foi iluminado e belo de se contemplar.

Agora tenho que com almas e mortos lidar.

 

Ferro em brasa e furia dormente,

apenas minhas mãos e ferramentas contra tudo a minha frente.

 

Essa terra já foi minha para cuidar.

Agora eu a tomo, e da minha propria vida tenho de zelar.

Os mortos estão sempre a espreitar.

 

Eles usam as almas dos pequenos para me atormentar,

entram em meus pesadelos, me fazem lamentar.

 

Querem que me junte a eles, querem-me pelo que eu posso ser.

Ou talvez pelo que eu posso ceder.

Conhecimento e segredos que comigo deveriam perecer.

 

Mas continuarei em frente.

Queimando e passando a ferro ardente.

 

Tudo ira queimar, e estas terras vou purificar.

Tormento esse sem fim, falhou contra minha vontade tomar.

Agora esta mesma vontade levara ruina a este que ja foi meu lar.

 

"Alguma vez você já escutou o chamado?"


Poesia mòrbida, tem como ter coisa melhor que isto?

 

meus parabéns!

- A dama cinzenta