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[FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Lore)|Conto: Os Dragões de Ventofrio

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[FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Lore)|Conto: Os Dragões de Ventofrio

 

Freljordano até a última gota de sangue, Hava era uma das inúmeras crianças órfãs adotadas pelas tribos Praeglacius. Sem lembranças do que um dia foi, ou perspectiva para ser algo maior, ele viveu toda sua vida em meio aos grandiosos guerreiros Praeglacius.

 

Considerado por muitos como "alguém medíocre, mas agradável", Hava sempre vivia fugindo aos arredores da Cidadela Praeglacius, com vontade de um dia encontrar coisas fantásticas, narradas por muitos anos em forma de contos de guerreiros e grandes batalhas vencidas em nome de sua tribo.

 

Mas isso nunca aconteceu.

 

Bem, no fundo, ele nunca esperava que acontecesse.

 

Mas nem tudo é como esperamos, e tudo pode ser diferente, mesmo com a certeza de algo que está por vir.

 

Após uma série de acontecimentos (detalhados em um conto), ele acabou por encontrar um antigo objeto perdido na história: uma Runa de vento, e partiu com o objetivo de encontrar a verdade sobre aquele objeto, sua origem, e um novo objetivo.

 

 

Conto: Os Dragões de Ventofrio

 

Já eram 4 dias de viagem. 4 dias sem comida ou água. 4 dias sem parar.

 

“Mexa-se, sua imundice!”, disse Álverus, um homem grande e de cabelos grisalhos, vestindo uma cota de malha escura e botas de couro, trazendo consigo uma espada com a lâmina esculpida em gelo verdadeiro, líder do grupo de viagem, “Já tem 3 dias que você mal se mexe, está nos atrasando, temos que chegar logo em Ventofrio! Ande!”

 

O grupo se consistia em 4 pessoas: Hava, Álverus, e os irmãos Rekkei e Romnus.

 

A luz estava forte, mas o frio era pior, montes de gelo e neve podiam ser vistos à esquerda e leves planícies salpicadas de neve à direita, à frente do grupo, grandes montes azuis eram vistos e grandes lagos ainda podiam ser distinguidos, ainda estavam muito longe de seu destino.

 

“Já se passaram 4 dias e ainda não chegamos nem perto do nosso objetivo”, disse Rekkei, um homem de meia-idade com cabelos e barbas negras, trazendo consigo um único machado com a cabeça esculpa em gelo verdadeiro e com o elmo cobrindo-lhe quase todo o rosto, deixando apenas os olhos e a barba visíveis “nesse ritmo, serão pelo menos mais 3 dias até chegarmos em Ventofrio”. Álverus e Romnus acenaram positivamente com a cabeça.

 

O Vale de Ventofrio, próximo a Rakelstake, sempre foi alvo do interesse de Lissandra e dos Praeglacius, dizem que grandes seres, os Dragões, quase que extintos em Freljord, ainda viviam por lá, em constante hibernação.

 

“Se essa criatura não for mais rápido, corto-lhe a cabeça e iremos mais rápido! Ande! Mexa-se!”, disse Romnus, referindo-se à Hava, dando-lhe um pontapé.

 

Era sempre assim, insultos, pontapés, socos, Hava parecia só atrapalhar as viagens e trabalhos dos Praeglacius. Nunca entendeu porque Lissandra o havia escolhido para essa viagem, “para servir de comida aos Ursine”, diziam seus companheiros, e talvez eles tivessem razão, não seria algo tão ruim quanto o que ele já passa.

 

3 dias se passaram.

 

“Certo, estamos quase lá.”, gritou Romnus, um homem de aparência bem semelhante à seu irmão, Rekkei, mas com cabelos castanhos, e não estava a utilizar um elmo, tendo assim o seu rosto visível, e carregando dois grandes martelos de cabeça e punho esculpidos em gelo verdadeiro. “Já me certifiquei, não tem perigo nenhum, podem vir!”, disse ele, sinalizando para que o resto do grupo se aproximasse.

 

Já era noite. Eles se aproximaram, e observaram o grande Vale de Ventofrio, um vale, quase que por todo branco, com uma imensidão de lagos congelados e montes salpicados de neve. Uma sensação boa passou por Hava, ao ver um local tão belo.

 

“Dizem que se chama Ventofrio por causa dos dragões, que criam grandes ventanias com suas baforadas e o seu bater de asas”, disse Álverus, “estamos aqui para ver se isso é verdade”, afirmou, com uma expressão gananciosa.

Eles exploraram todas as cavernas e passagens pelo Vale, sem encontrarem nada, “Talvez os dragões tenham visto o Hava e se esconderam com medo dele”, falou Rekkei, e Álverus e Romnus caíram na gargalhada. “Talvez esta história de dragões seja mentira, afinal”, disse Romnus, “mas ainda temos algumas cavernas para explorar”, continuou, apontando para uma caverna à esquerda do grupo.

 

Eles adentraram ela, a caverna era escura, fria, o vento forte passava por dentro dela e o barulho da ventania abafava qualquer som que pudesse ser ouvido.

 

“Encontrei algo”, disse Rekkei, apontando para uma área espaçosa da caverna. Eles o seguiram, e se depararam com uma enorme figura escamosa e albina, grandes asas e focinho comprido, do tamanho de pelo menos 5 glacinatas.

“Certo, está na hora, saquem suas armas”, sussurrou Álverus, sacando sua espada. Todos já estavam em posição, até que Álverus disse “Não, você não (se referindo à Hava, que tinha apenas uma pequena adaga com a lâmina esculpida em gelo verdadeiro), fique aqui atrás, nós iremos cuidar dele”.

 

Eles se moveram sorrateiramente e, quando já podiam ouvir a respiração do dragão, saltaram em sua garganta, gritando e urrando, no que o dragão acabou acordando pelo barulho, abrindo as asas e lançando-os contra as paredes da caverna. Eles se levantaram, e tentaram atacar o dragão pela cauda, sem sucesso.

 

Rekkei estava com o braço ensanguentado, Romnus quebrara a perna, apenas Álverus conseguia ficar plenamente de pé, e tentava de todo modo alcançar o dragão e derrubá-lo.

 

O dragão lançava inúmeras rajadas de vento, que faziam a caverna estremecer e o gelo que cobria o teto da caverna cair ao chão. Foi então que Hava finalmente teve coragem e investiu contra o dragão. Enquanto o dragão lutava contra Álverus, lançando-o contra as paredes da caverna inúmeras vezes, Hava aproximou-se sorrateiramente da criatura e tentou apunhalá-lo pelas costas, no que o dragão soltou um urro estridente, que abalou toda a caverna.

 

Aproveitando-se da situação, Álberus avançou contra o dragão, cortando-lhe a cabeça, enquanto a caverna desmoronava.

 

Hava foi lançado ao chão pela ventania que o dragão criou ao ser apunhalado, no que quase foi esmagado pelo corpo cambaleante do dragão. Ele apontou sua adaga para a carcaça do dragão, perfurando seu peito, e para fora saltou um objeto estranho, uma espécie de pedra com uma estranha inscrição. Ele sentiu-se estranho, e quando a caverna desmoronou, aquele estranho objeto o salvou de ser esmagado.

 

Hava encarou o objeto, e então os destroços da caverna. Não haviam indícios de que alguém pudesse ter sobrevivido. Ele então viu a imensidão do vale, que era encoberto pela luz dourada do Sol nascente. As ventanias, que haviam cessado por um momento após a morte do dragão, voltaram, dessa vez ainda mais fortes.

 

Aquela sensação estranha de WindMaker desapareceu por completo, e ele finalmente sentia-se feliz.

 

Agora, sem propósito, não mais estando preso aos Praeglacius, ele finalmente podia seguir seu próprio caminho, obter o conhecimento que sempre lhe foi restrito.

 

E assim ele o fez, fixando a Runa de Vento em suas vestes, ele partiu rumo às vilas das tribos mais próximas, em busca de conhecimento e de um novo objetivo.

 

OBS: Não sou nenhum @CP GAY PERV no quesito de escrever contos, já cheguei a escrever histórias, mas nunca contos sobre (ou no formato dos contos) de League of Legends.

 

Bem, espero que tenham gostado.

 

Enfim, muito obrigado por ler até aqui,

Chokkus

 

 

OBS: Caso queiram ver a Gameplay do Hava (habilidades, status, etc), veja isso: [FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Gameplay)

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4 RESPOSTAS
Dragão

Re: [FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Lore)|Conto: Os Dragões de Ventofrio

 

[FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Gameplay)

 

Enjoy!

Já tomaram café hoje?
Dragão

Re: [FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Lore)|Conto: Os Dragões de Ventofrio

Parabéns!
Dragão

Re: [FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Lore)|Conto: Os Dragões de Ventofrio

Muito obrigado <3
Já tomaram café hoje?
Tropa

Re: [FANMADE] Hava, o Vento Gélido de Freljord (Lore)|Conto: Os Dragões de Ventofrio

Mt bom