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[FANMADE] Anemoi, a Bala do Vento (Lore)|Conto: Em nome da causa

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[FANMADE] Anemoi, a Bala do Vento (Lore)|Conto: Em nome da causa

OBS: Este é um conceito dado pelo @LokaoDaPoppy no meu post [OFICINA] Aprimorando conceitos de campeões (coletando), irei adicionar o conceito original na Tag SPOILER (mas só a parte referente à lore)

 

Spoiler
Anemoi A Bala do Vento (MAGA/ATIRADORA)

Por nascer em Demacia,a descendente da famosa familia de magos do submundo de Demacia,os Windus,Anemoi vivia correndo e se escondendo nas sombras de Demacia por conta de seus poderes de vento que o reino tanto condenava. Ao passar do tempo,por causa de Demacia ter equipamentos que absorvem quase todas as magias existentes,ela teve que aprender a usar uma pistola,a qual mais tarde conseguiu sincronizar com seus poderes de vento e assim acabou ganhando o apelido ''Bala do vento''.

Ao saber da rebelião que Sylas estava fazendo no reino de Demacia para acabar com a perseguição a magia e impunidade aos ricos e nobres,na hora Anemoi se encheu de determinação em ajudar esse rapaz a trazer a ''salvação'' ao reino de Demacia,e assim foi a história de Anemoi.A Bala do Vento que atualmente busca a igualdade por Demacia e irá fazer todos os opositores desmonorarem com um vendaval.

Lore

Antes uma feroz atiradora de elite de Demacia, Anemoi Pratalâmina hoje é conhecida como a Bala do Vento, uma das mais leais e perigosas colaboradoras da causa de Sylas, o Abjugado.

 

Filha legítima de Gérard Pratalâmina, Anemoi sempre foi contrária à tradição familiar de treinar seus filhos na arte da lâmina. Preferindo sempre as armas de fogo (muito raras em Demacia), ela sempre foi considerada muito excêntrica por sua família, mas era aceita por eles como uma filha preciosa.

 

O que não sabiam, é que Anemoi possuía de nascença a antiga magia do vento, nunca revelando isso à ninguém, sabendo que, mesmo filha de uma das grandes famílias nobres de Demacia, caso descoberta maga, seria presa, ou pior: morta.

 

Apesar da desaprovação de sua família no uso de armas de fogo (especialmente pistolas), Anemoi sempre foi o orgulho da família, vencendo com facilidade qualquer disputa de tiro ao alvo que participasse, sendo considerada por muitos como a melhor atiradora de toda Demacia, alguns diziam que seus disparos pareciam atingir sempre seu alvo, como se fossem teleguiados.

 

Mas após sua casa ser destruída e sua família morta após descobrirem sua magia, ela juntou-se à causa de Sylas, comprometendo-se a derrubar o trono de Demacia, custe o que custar.

 

 

Conto: Em nome da causa

 

Era um dia comum na cidade de Fêrrúri, local que abrigava os maiores ferreiros de toda Demacia. A luz transporia a alta muralha da cidade, irradiando os pontos mais altos da cidade com sua luz de tom dourado e dando as boas-vindas à qualquer viajante que por ali passasse pela primeira vez.

 

A jovem Anemoi (de cerca de 15 anos) passava seu tempo livre (quando não estava estudando ou praticando esgrima) andando pela cidade, observando as armas de grandes forjas que ali existiam: espadas, escudos, grandes lanças, mas as que mais lhe chamavam a atenção eram as armas de fogo: pistolas, rifles, canhões de mão, coisas muito raras no reino de Demacia, o que atraía ainda mais a sua atenção.

 

Em alguns dias, ela chegava até mesmo a adentrar as forjas e perguntar aos ferreiros que tipo de armas eram aquelas, mas costumava receber apenas um “Vai embora daqui, criança” como resposta. Mas havia um único ferreiro que estava disposto à dar-lhe informações sobre os objetos, e chamava-se Zélazo, um homem de quase 40 anos, alto e com cabelos e barbas escuras e olhos castanhos.

 

Naquela manhã, Anemoi dirigia-se à forja de Zélazo (que possuía um cômodo que servia como moradia ao ferreiro), como costumava fazer quando terminava seus estudos. “Oi, senhor Zélazo, como está?”, ela perguntava sempre que chegava, com um sorriso no rosto. “Estou bem, e a senhorita?”, ele sempre respondia.

 

Mas naquele dia, ela estava quieta, parecia triste, ou pensativa. “Porque está assim? Ah, deve estar pensando naquela maravilha ali”, disse Zézalo, apontando para uma arma recém forjada: uma pistola de 2 canos, medindo aproximadamente 30 cm.

 

“É, eu não te culpo, aquela é uma das melhores armas que já fiz, é leve e manuseável, espero conseguir um bom dinheiro com isso.”

 

Anemoi esboçou felicidade ao ouvir isso, gostava de saber que Zézalo conseguia manter sua forja aberta, visto que haviam muitos outros ferreiros na cidade, e ele era o único especializado em armas de fogo. “Bem, espero, posso ver?”, perguntou ela, inocentemente, “Ah, acho melhor não, essa pistola é perigosa, pode ser fácil de usar, mas causa um estrago daqueles”, respondeu ele, no que Anemoi fez uma cara de chateada, “Eu já pratiquei com arco e flecha, não aguento mais espadas, eu só queria vê-la...”, Zézalo suspirou, “Ok... pode segurar, mas cuidado, ela é caríssima”.

 

Anemoi saltou de felicidade, no que se acalmou ao colocar as mãos naquele objeto, “Ela tem nome?”, perguntou, “Bem, eu não penso em colocar-lhe um nome, vou deixar que o comprador o faça”, respondeu Zézalo, no que Anemoi disse com as palavras rápidas e quase juntas: “Eu compro! Por favor, eu já cansei de espadas, por favor!”, Zézalo pensou por um instante.

 

“Certo... eu vou deixar-lhe com ela por um dia, se no dia seguinte ela tiver UM arranhão, você me devolve, farei um teste com você, se passar, pode levar”, Anemoi esboçou enorme felicidade, se despediu e foi correndo para casa, já não lembrando-se porque parecia chateada inicialmente.

 

O motivo era a descoberta de sua magia: enquanto observava a cidade por cima de um dos pontos mais baixo das muralha que a cercava, ela acabou escorrendo e caindo, no que uma estranha ventania parecia ter parado sua queda. Ela sabia que a descoberta de sua magia iria fazer com que ela fosse presa ou até mesmo morta, mas naquele momento, ela já não se lembrava mais.

 

Ela passou todo o restante do dia treinando tiro ao alvo com a pistola que Zézalo lhe deu. Chegou o dia seguinte, e Zézalo iria testá-la. “Certo, vamos lá, está vendo aquela lamparina pendurada ali? 200 metros? Então, se acertar aquilo, a arma é sua”, Zézalo sabia que era extremamente difícil, mesmo para os atiradores mais habilidosos e experientes, atingir um alvo tão pequeno à uma distância tão grande utilizando apenas uma pistola, mas surpreendeu-se com o que viu: Anemoi, que conseguia ver apenas um pequeno borrão preto ao observar seu alvo, e já sem esperanças de conseguir passar no teste, atirou, e como que por magia, seu disparo chegou até a lamparina, atingindo-a bem no centro, despedaçando o vidro e a vela juntos e derrubando a lamparina, “Como isso é possível?!”, suspirou, e disse, em um tom calmo: “Você parece já ser uma excelente atiradora, será ótima quando crescer e começar a treinar mais”, e sorriu.

 

Isso foi há 6 anos.

 

Desde então, Anemoi começou a participar de vários torneios de tiro ao alvo com sua pistola Vendaval (como ela a nomeou), com suas derrotas sendo concentradas apenas ao seu início de carreira, pois após aprender a controlar melhor sua magia, ela dificilmente errava um disparo, e mais raro ainda era vê-la perdendo uma disputa.

 

E, ao completar 20 anos, tornou-se membro do exército Demaciano, atuando como atiradora de elite durante cerca de 1 ano.

 

Mas, um dia, chegou a notícia: Sylas, o Abjugado, acabara de fugir de sua execução, matando todos os presentes, exceto por uma garota.

 

Reunindo seguidores, não demorou para que ele chegasse em Anemoi.

 

Era uma noite fria em Fêrrúri, já não era lucrativo a forja de armas de fogo na cidade, e Zézalo em breve iria mudar-se, “Irei deixar Demacia, devo ir às Águas de Sentina ou Piltover, a forja de armas de fogo é bem mais lucrativa lá, e acho que posso trabalhar com esse tal de hextech, e você já viu o aço fabricado nas Águas de Sentina? É o melhor da região!”, apesar de Zézalo parecer feliz com a mudança, Anemoi sentia-se triste por sua partida.

 

Mas, naquela noite, ela recebeu uma visita inesperada: enquanto saía da forja de Zézalo, que iria se mudar-se em 4 dias, ela foi impedida de prosseguir por uma figura alta e encapuzada, carregando correntes.

 

“Meus cumprimentos, Anemoi, que passa?”, disse a figura, para o estranhamento de Anemoi, “Como assim ‘Que passa’? Não faço ideia de quem seja você”, “Provavelmente já ouviu falar de Sylas, certo?”, Anemoi sacou sua arma (ela andava armada, por precaução), apontou-lhe, “Isso, atire, não é como se fosse fazer algo à mim”, ele o atingiu com suas correntes e ela disparou, no que o disparo foi interrompido por uma ventania repentina.

 

“Certo, já podemos conversar?”, “Eu sei que você usa essa magia de vento, tudo o que fiz foi absorvê-la, você é uma maga, Anemoi, não deveria lutar contra essa ditadura e preconceito contra a magia?”, continuou a figura.

 

“Você... você é Sylas?”, ela perguntou, um silêncio se passou, até que ele respondeu: “Sim, sou eu, irá juntar-me à minha causa?”, “Que causa? Tudo o que você fez foi assassinar dezenas de pessoas!”, ela respondeu. Sylas suspirou e retirou seu capuz, “Isso é o que você pensa, isso é o que a Coroa de Demacia diz, eu estou tentando libertar magos como nós dessas correntes, Anemoi, entenda, você nunca pensou no que aconteceria se descobrissem sobre sua magia? Tantos torneios e batalhas vencidas por causa dela, além da vergonha que sua família sentiria, você poderia ser presa, assim como eu fui condenado à prisão perpétua, ou pior, seria morta”, disse ele.

 

Anemoi refletiu, e após um grande silêncio, respondeu, “Sim, eu já pensei... mas não importa, se for para matar dezenas para conseguir minha liberdade, prefiro ser presa à me tornar uma assassina”, Sylas se afastou, “Você verá, quando os Caçadores de Magos descobrirem, nada irá restar de você, boa sorte”, e desapareceu na noite. Anemoi retornou para casa pensativa, e mal conseguiu dormir à noite.

 

Sua magia havia se tornado instável, 3 dias depois, ela estava criando ventanias de forma inconsciente, sem controle de sua própria magia, ela decidiu afastar-se de sua casa, passando o dia na rua e evitando contato com outras pessoas, a única pessoa com quem ela não temia em encontrar era Zézalo, que após esses 3 dias já sabia da magia de Anemoi, “Eu já devia saber, era impossível alguém tão jovem atingir um alvo tão distante”, e usando ela como exemplo, pensou que a magia talvez não fosse tão ruim.

 

Perto do anoitecer, ela decidiu por visitá-lo, já que aquele seria o último dia dele em Demacia (ele partiria na próxima manhã). Ela adentrou a forja, esperando encontrar Zézalo arrumando suas malas, ou descansando em frente aos seus instrumentos, como ele costumava fazer após um cansativo dia de trabalho, “Preciso lucrar o máximo que puder antes de ir embora, não tenho como levar tanta mercadoria!”, ele dizia, para justificar o quanto ele trabalhava durante aqueles dias.

 

O interior estava escuro, diferente da luz de prata do lampião de Zézalo, que costumava iluminar o local, e ela viu uma cena horrível: o corpo de Zézalo estava largado no chão, frio e sem vida, com os ossos quebrados e o peito ensanguentado. Um desespero crescente tomou conta de Anemoi, que caiu em prantos, e saiu correndo para fora da forja, sem saber onde iria, querendo apenas se afastar daquele lugar. Ela parou, pensando no que poderia ter acontecido. Não havia ninguém que tivesse algo contra Zézalo naquela cidade, muito menos alguém que tivesse motivos para matá-lo.

 

Ela se lembrou das palavras de Sylas, e correu desperadamente em direção à sua casa. O chão lhe parecia muito pesado, e ela passou a voar com sua magia de vento, desesperada, ela conjurou ventanias tão fortes que destruíram algumas das estradas por onde ela passava.

 

Ao chegar lá, ela testemunhou algo que nunca pensara que poderia acontecer: sua casa estava em chamas, e pessoas (que ela pensava serem sua família, pois já não conseguia distinguir os corpos) estavam mortas e seus corpos jogados ao redor da casa em chamas.

 

“Vamos! Procurem a maga! Ela não deve estar longe!”, disse um dos homens próximo ao incêndio, “Caçadores de magos... Sylas estava certo...”, disse Anemoi para si mesma, “Ali! Olhem ela, está lá! Todos à seus postos! Matem-na custe o que custar!”, gritou um dos homens, avançando contra Anemoi, que sacou sua pistola e matou-lhe com um tiro. Ela matou 6 outros homens com disparos precisos, restaram 7, que avançaram contra ela em conjunto, e ela criou um tornado tão forte com sua magia que os lançou em direção ao incêndio. Ela lançou às chamas todos os corpos que restaram, e caiu de joelhos.

 

Ela estava em prantos, sua família e Zézalo estavam mortos, “Sylas estava certo”, ela pensava, “Eu devia ter feito algo, eu devia ter feito algo!”, ela continuava a repetir para si mesma. Mas algo parecia errado: Porque os Caçadores de Magos foram atrás de Zézalo e de sua família? Ela não conseguia entender isso, e continuava culpando a si mesma.

 

Sylas, que observava tudo de cima de uma casa próxima, escorregou pelo telhado e se aproximou, “Eu não lhe disse? Todas essas pessoas mortas, e pra quê? Você não disse que preferia morrer do que ser uma assassina? Toda sua família morreu, negando que você era uma maga, você devia ter dito à eles, não acha? Alguns caçadores de magos são bastante radicais... talvez a morte não fosse tão ruim quanto a culpa de assassinar toda a sua família”, Sylas fez uma expressão irônica, “Você... você estava certo, me desculpe, eu... eu...”, Sylas olhou para ela, com seriedade, “Não precisa se desculpar, garota, agora você entende, sabe o que eu sinto”, Anemoi olhou-o nos olhos, “Sim, eu entendo... agora eu entendo...”, “Aceita minha proposta, então?”, Sylas respondeu, “Sim... eu aceito...”, ela respondeu, com dificuldade.

 

Sylas sorriu, seu plano havia dado certo.

 

“Certo, levante-se, uma grande maga como você não deveria se deixar abalar só por algumas mortes em nome da causa”.

 

 

OBS: Gameplay (skills e status) da Anemoi podem ser encontrados em [FANMADE] Anemoi, a Bala do Vento (Gameplay)

 

 

Já tomaram café hoje?
1 RESPOSTA

Re: [FANMADE] Anemoi, a Bala do Vento (Lore)|Conto: Em nome da causa

Que isso,nem imaginava a história podendo ficar tão boa assim;
#PorUmFórumComMaisLiberdadeDeIdéias AVANTE!!!