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Contos Esquecidos de Runeterra : Vienox á praga insaciável PART 1

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Contos Esquecidos de Runeterra : Vienox á praga insaciável PART 1

Ola bravos invocadores oque estão prestes a ler são contos escritos por esta lady que vos fala e esta a a segunda que posto, em resumo são as historias de origem de personagens que crio baseado no universo de League of Legends, ja tenho algumas prontas e vou postando de acordo com o tempo, então boa leitura e criticas são sempre bem vindas. 

                    

                                                                                 Vienox á praga insaciavel 

Na perigosa região das floretas infectadas existem inúmeras ruinas das mais diferentes civilizações, acompanhando dessas ruinas  segredos e historias de povos antigos, de batalhas ferozes e perigos enterrados em suas paredes. Todos conheciam oque era  dito sobre a floresta: Plantas que poderiam devorar um homem inteiro, gazes que corroíam a pele e queimava por dentro,   pântanos que engoliam exércitos  com suas traiçoeiras armadilhas de areia movediça. Muito se ouvia sobre a floresta, um lugar perigoso, mas para aqueles que ousavam se aventurar ouro e gloria os aguardavam, caso sobrevivessem é claro.

Entre os poucos que possuíam coragem estava Claus Menviore II um famoso explorador que construiu toda sua fama e fortuna de seus espólios e aventuras. Historias de suas façanhas eram contadas as crianças, de como ele matou uma serpente gigante depois que fora engolido, de como ele viu a antiga legião dos mortos e sobreviveu.  Movido pela ganância e por seu espirito aventureiro que   Claus montou um grupo para ir atrás de uma lenda, antiga pirâmide dourada dos Mhoutazi.

O grupo de Claus era relativamente grande, trinta e cinco homens estavam ao seu comando, entre os homens estava Newberk um geólogo que já acompanhou Claus nos mais diferentes lugares, os irmãos Konov  Ivirit e Ivam, conhecidos por seus poderosos explosivos e Farya uma antiga medica e amiga de Claus o restante dos homens eram apenas mercenários ou guias que moravam próximos a floresta. Ao se aproximarem da temida floresta eles podiam sentir  porque este lugar amaldiçoado impregnava  o medo no coração dos homens, ela aparentava ser obscura, cheia de segredos, o som que ecoava de suas matas era algo irritimado , algo que fazia com que toda a sinfonia e harmonia que a natureza possuía sumisse e fosse substituído por avisos  de  perigo; avisos estes que poderiam ser ouvidos em formas de rugidos, do grito louco dos babuínos e outros barulhos gerados pelas mais inacreditáveis das  criaturas.

Ao colocarem os olhos sobre a floresta muitos desistiram de continuar, suas mentes se encheram com imagens de suas famílias e o medo de nunca mais poder velos havia substituído toda a coragem que algum dia esteve presente em seus corpos. Claus não os deteve, ele sabia que  aqueles que não possuíam oque era necessário apenas atrapalhariam o restante do grupo, e com este pensamento ele disse aos desistentes:

- Vão já fizeram mais do que necessário – Claus colocou as mãos nos bolsos, arremessou uma boa quantidade de moedas de ouro os guias- Tomem parte de seu pagamento e partam.

Como de costume Farya sempre anotava tudo que acontecia no campo, um diário, para manter controle de mantimentos, dos homens que desistiram, da aqueles que morreram, foi então que a primeira pagina  do seu diário foi preenchida:

-Diario de Farya dia 1

“A quantidade de homens inicial eram 35, houveram 11 desistentes. Com a saída dos desistentes ao menos teremos mais mantimentos caso a viagem se prolongue de mais; tamanho do grupo atual 24.”

 

Com a coragem e promessa de grandes recompensas o restante do grupo entrou na floresta. Pareciam dias, ou seriam apenas horas, minutos, na floresta o tempo parecia correr de forma diferente em alguns lugares a mata era tão fechada que parecia ter ficado noite, e apenas os olhos amarelados dos temíveis jaguares podiam ser distinguidos da negritude que ocupava aquela parte. Aqueles que ficavam muito atrás logo desapareciam, que infortúnio aguardavam estes que não eram mais vistos ? teriam se perdido ou sido atacados por algum tipo de criatura, uma coisa era certa o homem estaria morto ate o final do dia.

Foi um dia inteiro de caminha, andando meio as densas matas, ate que uma clareira foi vista ao longe perto de uma pequena fonte de agua, agora era tempo para que eles descansassem e este senário do paraíso no meio do inferno verde era oque precisavam. Terminado a montagem do acampamento improvisado Claus olhou a seu redor, e notou dezesseis, não dezoito, dezoito homens  foi oque restaram de um dia de viagem apenas. A floresta era um um lugar muito mais feroz do que imaginava, preocupado com a segurança do restante de seus homens ele fez um anuncio:

- Atenção homens, e dama – Olhou para a Farya – Estamos viajando a apenas um dia, muitos de seus amigos já foram engolidos pela floresta e não há nada que possamos fazer.

Um silencio parou sobre a clareira, um silencio que remetia ao luto a perda, no momento em que Claus fazia o anuncio parecia que a floresta havia se calado, não se ouvia as balbuciantes criaturas ou o cantar dos pássaros, completo silencio, talvez por respeito as perdas, talvez porque as criaturas estavam com suas bocas cheias com os restos. Então Claus continuou:

- Não podemos perder mais ninguém, ao amanhecer nos primeiros raios do dia continuaremos nossa busca pela pirâmide, e andaremos próximos uns aos outros, honraremos seus irmãos e amigos quando acharmos a pirâmide e beberemos em seus nomes.

Ao finalizar o anuncio Claus deitou-se  em uma pequena cama improvisada, antes de fechar os olhos ele deu mais uma boa olhada para a caravana que havida reduzido de forma tão inesperada em apenas um dia de viagem, Claus havia notado que o senário paradisíaco que estavam oferecia uma segurança que o grupo não havia presenciado desde que adentraram a floresta; e com esse manto de calmaria e segurança o corpo de Claus se entregou ao cansaço ,logo caiu no sono.

 

Claus desperta aos sons de raios e relâmpagos, não, não eram relâmpagos ou nada desta natureza, tambores, sim tambores acompanhados de um ritmado som em uma língua ao qual não compreendia, prestando atenção parecia ser algo comparado a uma maldição ou um ritual.  A floresta ao seu redor rapidamente perdia todas as cores, dando lugar a um tipo de transparência que trazia toda a sua atenção ao lugar de onde vinham os sons, todos os homens e a amável Farya haviam desaparecido mas isso não pareceu preocupar Claus, já que estava magicamente hipnotizado pela canção ritualística que nascera de um ponto de luz ao longe.

Em um piscar de olhos ele se aproximou do local que antes parecia tão longínquo, quilômetros de onde ele estava antes, Claus pôde ver homens dançando ao redor de uma grande fogueira, ele sabia que em muitas culturas este tipo de dança era para afastar mal agouros e pedir proteção aos deuses. Foi então que uma batida mais forte do tambor que tocava de forma ininterrupta gerou um clarão, forte o suficiente para ofuscar a visão de Claus, poucos segundos depois sua visão voltava aos poucos e logo ele ficou horrorizado   com a cena que apreceu diante de seus olhos.

Homens mulheres e crianças massacrados, apenas uma única figura poderia ser vista em meio ao sinistro amontoados de corpos e sua respiração se comparava a um animal, mais uma vez a batida do tambor acompanhado  do clarão móvel a visão de Claus  a outro local,  uma grande pirâmide de pedra verde cercada por um lago de aguas cristalinas, estranhamente ao longe  poderia ouvir oque parecia ecos dos gritos de seus homens e da angelical voz de Faraya gritando seu nome com um pequeno tom de desespero e urgência.

Pela segunda vez Claus desperta mas dessa vez ele sabia que estava realmente acordado, a voz de Farya gritando seu nome lentamente se tornava mais  clara ate que ele ficou totalmente desperto e viu Farya suada  com alguma manchas de fuligem no rosto, rapidamente Claus se levanta e  depara-se com um incêndio em seu acampamento. O calor gerado pelas chamas era sufocante, alguns homens tentavam apagar o fogo que se espalhava pelas barracas, outros balançavam as tochas contra algumas criaturas perto da fonte de agua, e logo Farya chama a atenção de Claus com as mãos em seu rosto, ela a faz de forma gentil e calma mesmo meio ao inferno de chamas e gritos; Foi então que Farya pergunta a Claus:

- Claus você esta bem ? não esta ferido ?? – enquanto perguntava Farya  perseguia o corpo de Claus com suas mãos e olhos procurando quais quer sinais de ferimentos.

Prontamente Claus ainda meio confuso logo questionou:

- Oque aconteceu ? –Ollhando para Farya

- Agora não e hora para explicações – Farya disse aliviada, porem logo sua atenção voltou ao caos que estavam, e disse a Claus - rápido  ajude os irmãos Konov, ajude-os a afastar as caixas de explosivos do fogo.O pensamento de Claus era rápido, sabia que se as chamas alcançassem os explosivo todos que estavam ali iram fazer parte da mortuária floresta, então rapidamente ele se levantou e dirigiu-se aos irmãos Konov.

               Enquanto corria ele viu Farya tenteando ajudar outro homem que parecia não ter tido a mesma sorte que ele, Claus  temia pela segurança de sua salvadora e companheira, mas ele sabia que Farya já desmontará em outras aventuras ser uma mulher forte, digna de ser chamada de amazona, ainda sim  era gentil e delicada como cristal, ela sabia se cuidar, agora ele deveria salvar o acampamento.

              O amanhecer acompanhado dos primeiros raios da manhã deram ao nosso grupo de aventureiros uma noção do estrago, o fogo havia se alastrado pelo acampamento e os resíduos  de pequenas **bleep**ulhas ainda poderiam ser vistos. Foi então que para compreender totalmente a situação Claus chamou todos em um único grito com as mãos  em concha na tentativa de amplificar o grito:

- Venham todos aqui, rápido !

Aos poucos os homens se reuniram ao redor do que antigamente poderia ser o centro do acampamento, Farya foi a ultima a chegar. A expressão na face dos homens e de Farya era de extrema exaustão, alguns apresentavam pequenas queimaduras, outros cortes e perfurações, uma coisa era clara: o grupo havia diminuído mais uma vez, e logo perguntou:

- Oque aconteceu ? quem estava de guarda ontem ? – Claus perguntou nervoso

Newberk deu um passo a frente e começou a explicar a situação:

- Eu estava acordado fazendo anotações quando tudo aconteceu, eu havia ouvido algo estranho do lado de fora da minha barraca, um barulho de algo rastejando. Sai para verificar, o homem que estava de guarda, estava sendo devorado por algum tipo de  criatura – Aqueles que estavam presentes poderiam ver o horror no rosto enrugado de Newberk., e logo depois uma pausa para recobrar o ar ele  continuou:

-  Primeiro eu fiquei sem palavras a cena me apavora ate mesmo agora, eu não pude ajuda-lo – ele olhou para todos ao seu redor como alguém que pede perdão.

Farya percebeu o quanto a tentativa de descrever a cena mexia com Newberk e logo se pos a falar:

- Eu ouvi um grito de Newberk, pedindo ajuda e corri direto para o sino de alerta e logo o acampamento todo estava de pé, ou melhor quase todo – Ela jogou um olhar para Claus, e prosseguiu-

- Todos acordaram, e foram em direção os gritos de Newberk, a chamada “criatura” era uma sanguessuga gigante neokadar, no momento todos ficamos horrorizados, mas sabíamos que não poderíamos fazer nada. Foi então que percebi que haviam poucos ali, meu horror se completou quando virei minha cabeça em direção da cama dos outros homens. – A foz de Farya ficou tremula por um segundo como quem segura um choro, e continuou.

- Eles estavam se debatendo, enquanto mais sanguessugas saiam das aguas para devora-los, acho que não  ouvimos os gritos porque, os homens estavam totalmente coberto pelo colossal corpo da sanguessuga. Tudo que víamos eram os braços batendo desesperados nos corpos gelatinosos das sanguessugas. – Mais uma vez todos pareciam extremamente tristes e chocados, já que Farya ao contar a situação trouce todo o tormento que apenas que estavam presentes testemunharam.

- Depois do choque inicial, alguns homens pegaram tochas para tentar queimar as criaturas, acho que algum deve ter sido atacado e foi ai que iniciou o incêndio, o resto você já sabe.- finalizou triste.

Claus sabia que o momento era triste mais uma vez um ataque brutal da floresta levou mais almas, este grande lugar verde e amaldiçoado fazia jus á fama que o percorria, mas agora Claus sabia que deveriam ir mais rápido a procura da pirâmide, já que parte de seus suprimentos haviam sido destruídos pelo fogo e grande parte da caravana agora fora reduzido a um pequeno grupo.

O grupo agora estava destruído, não apenas fisicamente mas também psicologicamente, depois que Farya disse o acontecido a Claus um silêncio em respeito aqueles que haviam morrido pairou sobre as ruinas do acampamento, ate que a Foz de Claus interrompeu este silêncio.

- Perdemos mais homens, mas não podemos ficar aqui, temos que continuar, temos que aproveitar enquanto ainda está cedo.

Todos que estavam ali presentes se olharam como se estivessem confusos ate que Farya questionou Claus:

- Você ainda quer continuar ? Ela parecia irritada

Claus achava que parecia mais que obvio mas fez questão de deixar suas intenções claras:

- Precisamos continuar, ou a toda essa morte haverá sido em vão – Disse apontando para as carcaças das sanguessugas e de seus homens.

Farya não acreditava que mesmo depois que tudo que havia acontecido, Claus ainda desejava continuar, ainda mais seguir viagem para um lugar que não sabiam se ao menos existia, então ela tentou convence-lo:

- Claus olhe para o rosto de seus homens, de seus amigos, eles estão cansados alguns estão doentes não podemos continuar.- disse Farya olhando diretamente nos olhos de Claus.

 

Claus não era o tipo de aventureiro que almeja a grande quantidade de ouro profetizada nas lendas sobre a pirâmide, mas oque o motivava eram as aventuras que poderia presenciar. Mas neste caso algo maior dizia que ele deveria continuar, desde que entraram na floresta muitas vidas já foram perdidas. Apesar dos homens entenderem o risco, Claus ainda se sentia responsável por aqueles que o seguiam, esta era sua motivação: achar a pirâmide em nome daqueles que estavam com ele e nunca poderiam ve-la.

Mesmo com estes ideais, nosso herói sabia que pedir para que  concordassem em irem com ele era um pedido egoísta, por isso ele preferiu se explicar:

- Sei que estão cansados, sei que querem estar em suas casas com suas famílias, mas eu não posso fazer isso. Sinto que devo a vocês e aqueles que morreram, devo   mais que ouro...Não irei pedir que me sigam, podem voltar e sair da  floresta eu irei continuar mesmo que sozinho – disse em tom de lamento mas ao mesmo tempo decidido.  

Imediatamente um murmuro circulou no pequeno grupo, e logo eles disseram algo a Newberk um dialeto que era estranho a Claus, e por imediato Newberk traduziu oque os homens lhes disseram:

- Eles dizem que entendem seu sentimentos, e que se quisessem ter desistido teriam feito antes de entrar na floresta, eles irão segui-lo ate o final.

Claus olhou aos homens e fez um pequeno gesto com a cabeça que indicava gratidão, logo os irmãos Konov se manifestaram:

- Pode contar com nossos explosivos Claus.

- Já passamos por incontáveis aventuras juntos, vimos coisas que muitos não acreditariam, conte a com a minha presença meu amigo eu irei com você sempre – disse Newberk estendendo a mão a Claus em um gesto de companheirismo e amizade antiga.

- Obrigado Newberk, vamos celebrar juntos essa descoberta – disse Claus pegando na mão de Newberk.

- Como vocês homens são cabeças duras – disse Farya em tom de piada e ironia,

- Entao você vai voltar ? – questionou Claus

- Voltar ? Não, claro que não, sem mim vocês não iriam durar nem mesmo mais um dia la fora, além do mais quem vai te acordar da próxima vez se eu não estiver por perto – disse com um leve sorriso no rosto.

 

O clima havia mudado completamente, de uma ambiente de extrema tristeza agora pairava algo mais intimo, mais familiar, apesar da fatalidade ter atingido o grupo de forma cruel ela serviu para uni-lo ainda mais, criando um importante elo entre todos os presentes. Ao acalmar dos ares de tristeza, o grupo logo se preparou para continuar a busca pela pirâmide, antes de saírem Farya colocou uma pequena coroa de flores feita as pressas, em respeito a todos que pereceram naquele local, e logo começaram a caminhada mais a fundo na floresta, em direção ao seu centro, seu coração. Aos poucos que iam se afastando eles observaram o falso paraíso, que antes os haviam atraído feito moscas a uma armadilha mortal, mas agora mais uma vez parecia um local inocente e seguro, talvez apenas esperando para que as próximas vitimas caiam em sua promessa de falsa segurança.

 

 

ESTA FOI A PARTE 1 DO CONTO NA PROXIMA SEMANA A SEGUNDA PARTE ESTARA DISPONEL, ATE A PROXIMA BYE BYE.