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Conto do Universo de League of Legends: O Medo.

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Conto do Universo de League of Legends: O Medo.

                                                                                                     O Medo

 

O som de correntes se raspando contra as pedras ecoou por todo vilarejo. A névoa negra cobriu os céus negando o luar e o brilho das estrelas.

O espectro caminhava pela estrada de pedra, cantarolando, olhava para todos os cantos e via as casas desprovidas de iluminação, janelas e portas trancadas, ele sorria. Aproximou-se de um casarão, seus portões de bronze estavam entreabertos, abriu-o lentamente para avisar que estava chegando, o som do metal enferrujado era ensurdecedor, ele adorava fazer isso.

Chegou na frente da porta, parou por alguns instantes.

“Nenhum choro, que estranho”, sussurrou o espectro.

Encostou a mão na porta e abriu devagar, espiando ao mesmo tempo. O interior estava totalmente apagado, parte de casa estavam penduradas, escadas quebradas, livros jogados pelo chão.

“Será que estou na casa certa. Não me parece que mora uma donzela”, falou alto e claro, dando gargalhadas.

O silêncio pairava ao ar, o espectro caminhava entre os cômodos olhando os retratos da família, apontava para aqueles que ele tinha capturado, ele tinha deleite em fazer isso.

“Ouso batimentos da minha querida. Não tenha medo, Thresh veio de buscar e reconforta-la”, pronunciava palavras com jeitos, junto com as suas famosas gargalhadas sádicas.

Thresh começou a subir os lances de escadas, a madeira estava pútrida, mas não importava para um espectro. Seguiu adiante, até o quarto onde estava vindo os batimentos de sua presa.

“Por que não vem dá um abraço em seu velho amigo, minha querida?”, sussurrava perto da porta do quarto.

Ao abrir a porta uma sombra de aproximava rapidamente ao seu encontro, a lâmina lhe atravessa o peito.

“Aqui está meu abraço seu monstro”, gritou a garota furiosamente.

A luz verde que era imitida pelo seu corpo enfraqueceu, sua lanterna apagava como o pôr-do-sol indo embora. Ela cai sentada ao chão, choramingado, seu coração ficou leve, a vingança estava completa, o desespero acabou, foi o que ela pensou.

“Não chore minha querida”, sussurrou Thresh.

A lâmina da espada era expelida de seu corpo, sua aura voltava e brilhava fortemente, sua lanterna pulsava de fervor.

“Mostre-me seu rosto de desespero, mostra-me”, ele gritava enlouquecidamente.

Aproximou-se a lanterna ao alto para iluminar o rosto dela, olhos estavam arregalado de desespero, as lagrimas de medo escorriam pelo seu rosto, os dentes rangiam com violência, demostrando seu tormento. As gargalhadas de Thresh tomaram conta do interior do casarão, o silêncio massacrado por ele, ele adorava fazer isso.

Deixou uma brecha na porta de sua lanterna, aproximou-a perto da garota.

“Reconhece?”, sussurrou com um sorriso no rosto.

Vozes saíram da lanterna, pareciam músicas, mas de agonia. Em meio a tantas, ela reconheceu, seus familiares, de pessoas mais próximas a mais distantes.

“O que você fez?”, gritou a garota.

“O que você pediu, fortuna e fama”, falou francamente a ela.

“Eu rezei para uma divindade e não para um monstro como você”, ela gritou.

“Eu sou a divindade. A divindade do mal”, Thresh sorriu lentamente.

Thresh levantou suas correntes com ímpeto e atacou com brutalidade, acertou seu peito, rasgando suas vestimentas, pendurada pela arma do monstro, ela agonizava lentamente, era um verdadeiro deleite a ele. Por alguns segundos ele comtemplava os gemidos de dor dela, mas chegou a hora, puxou o mais devagar que conseguia, a alma era retirada cirurgicamente. Os sons que ela emitia era música, era a perfeição para ele, em seguida coloco-a em sua lanterna.

Caminhou em direção a saída do casarão, fez o mesmo caminho que entrou, desceu as escadas pútridas, andou pela sala dos retratos, parou em frente ao retrato da garota que teria acabado de capturar, aponto para a pintura.

“Terminei minha coleção dessa família”, com um ligeiro sorriso ao rosto e com uma mão sobre ele.

Ao sair da residência, caminhava cantarolando até a névoa.

“Isso realmente foi divertido”, sussurrou ao caminhar até a névoa negra e desparecer por completo.

 

                                                                                                                                                                             - Gabriel M. Trova.

                                                                                                                                                                            

Gabriel M. Trova