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Conto do Explorador - Parte 1

Tropa

Conto do Explorador - Parte 1

Ezreal agia como Chefe Explorador de Piltover há anos, e seus feitos eram quase clássicos por todos aqueles que buscavam a excitação da aventura por Valoran. Seus feitios podiam ser ouvidos em tavernas e locais clandestinos, onde a troca de informações sobre artefatos, runas e antigas civilizações corria entre sussurros no escuro. Sua guilda particular, com a sede em Piltover, se via almejada por aventureiros e exploradores de toda Runeterra, mas apenas alguns poucos conseguiam a atenção de Ezreal.

Outros, um pouco mais ousados, utilizavam de métodos antiéticos para se aproximarem. Ulliver era um nômade sem origem, que já havia conhecido as paisagens Ionianas e tomado vinho com os mortos das Ilhas das Sombras - esse último era um conto de fadas que ele adorava se gabar, mas ninguém acreditava que, de fato, alguém como ele havia conseguido sair vivo das malditas Ilhas. Mostrava, então, o seu braço mecânico feito em Zaun para provar que fora amaldiçoado ao ponto de sofrer danos físicos. Mesmo pouco convincente, os colegas exploradores ficavam quietos para que ele parasse de falar.

Mas, de qualquer maneira, suas jornadas por Valoran o trouxeram próximo de vários perigos e maravilhas, e a última tinha sido, de um jeito fácil de explicar, titânico. E Ulliver não via a hora de poder mostrar tudo que escrevera em seu diário para Ezreal, o explorador mais famoso do mundo.

 

 

Sentado em uma taverna com uma caneca cheia de cerveja ruim e quente, Ulliver escrevia freneticamente em seu diário de viagens. A caneta diminuía a tinta com velocidade assombrosa, e os bêbados ao redor cochichavam curiosos, ponderando, em suas mentes entorpecidas, sobre o que aquele homem tanto se dedicava a anotar. Sua mão mecânica levava a cerveja até seus lábios, e a careta expressada parecia dar mais gás para que sua escrita fosse mais acelerada e compulsiva.

Não poderia esquecer dos mais sórdidos detalhes. Na verdade, ele tinha certeza de que nunca mais esqueceria o modo que as coisas tornaram a acontecer. O desfecho de tudo, uma calamidade catastrófica - e ele foi o único sobrevivente a testemunhar aquelas desastrosas proporções alienígenas. Fugira com a vista turva, machucados em seu corpo todo e alguns ossos quebrados, elementos incapazes de parar sua eterna curiosidade e inconsequência. Os olhos de Ulliver estavam vermelhos de sono, pois o cansaço estava consumindo seu corpo tão rapidamente quanto ele escrevia, mas não podia parar. Estava próximo demais de descobrir algo jamais visto, e precisava compartilhar com o único que o entenderia: Ezreal, o Explorador Pródigo.

Sua mão verdadeira estava cansada e cheia de calor devido à escrita, e mesmo assim ele não parava. Não se importava com os erros gramáticais, apenas queria colocar sua experiência para fora. E a primeira parte de seu diário começava assim:

 

"Estou viajando com uma caravana a duas semanas. São vendedores de máscaras, pelo que entendi de suas conversas em línguas estrangeiras. Conheço um pouco daquele dialeto, e graças a isso, soube que não me fariam mal. Na verdade, acho que eles têm mais medo de mim do que eu deles. Melhor assim, penso. Não que eu faria mal, mas uma máscara de demônio, às vezes, cairia bem quando algum doido me perseguir por aí. Igual aquela vez em Bilgewater, quando roubei um troféu do dono de uma taverna e fui perseguido por duas noites inteiras pelos capangas do velhote. Minha nuca ainda sete as dores da garrafada. 

Bom, pretendo parar assim na próxima cidade que a caravana estacionar. Pelos meus mapas, o rio Serpentine está próximo, então deverá ser algum vilarejo nas margens. Será bom! Poderei pegar um barquinho e ir sul até os Pântanos de Kaladoun, de onde partirei até os antigos Institutos de Guerra para encontrar meu colega. Ainda falta tempo, mas estou confiante. O Monte Gargantuan não é longínquo dos Institutos, e pretendo reabastecer meus mantimentos em alguma cidade próxima antes de, finalmente, partirmos ao nosso destino.

Os rumores que ouvi continuam frescos em minha mente. Uma ancestral forma de vida, desconhecida e esmagadora. Quem ouviu falar, não ousa comentar demais - dizem que sua influência é continental, mas eu duvido. Nem mesmo as bestas do Vazio conseguem tamanho raio de poder, e elas vêm de outro mundo. Particularmente, estou ansioso para encontrar algo que confirme minha teoria que já trabalho faz meses. Uma caverna ou ruína, ou até mesmo um ancião que possa me ajudar a encontrar o caminho correto. Estou pronto para subir o Gargatuan se preciso. Posso perder mais um membro, mas vou até o final.

Eu vou encontrar a Montanha Viva, como é conhecida nos rumores sombrios dos exploradores que perderam muito tentando encontrá-la. "