cancelar
Showing results for 
Search instead for 
Do you mean 

CONTOS DE RUNETERRA - No Limite da Razão

Aronguejo

CONTOS DE RUNETERRA - No Limite da Razão

Teve uma época que eu escrevia muita fanfic, mas nunca escrevi uma pro LOL...ai resolvi fazer uma.

Não precisa ler, mas se ler comenta ai.

Lembrando que não estou seguindo a risca a Lore do jogo, apenas os aspectos principais.

 

CONTOS DE RUNETERRA ~ No Limite da Razão ~

 

"  Pouco se foi escrito sobre os anos ancentrais  de Demâcia, principalmente sobre a juventude do primeiro Rei Jarvan.   Era uma época mais simples, de fogo , sangue, e aço, onde os homens podiam se procupar com assuntos mais mundanos. A lendária Guerra das grandes nações ainda não tinha sido declarada, mas as tensões estavam  gradativamente aumentando na medida que Noxus se militarizava. 

   O jovem Rei Jarvan primeiro era um homem cético em relação  a tudo àquilo que fugia de sua compreensão imediata,  mas isso mudou quando o soberano se encontrou com um estranho andarilho. 

 

   Aconteceu depois de uma das intemináveis reuniões do consilho de Demacia. O primeiro da linhagem dos Jarvans se recolhia a seus aposentos para se banhar, e tentar aliviar a pressão que tinha sob seus ombros. Naquele dia, quando cerrou as portas de seus aposentos, sentiu uma presença estranha no quarto. Ele confiava tão cegamente em sua guarda real que nem teve reação. Pra sua sorte, era uma figura pacífica.

    Num canto do quarto, perto as sombras da lareira real, uma figura esguia praticamente se materializou diante de seus olhos. Suas roupas maltratadas pelo tempo eram a única coisa distinguível, pois seu rosto se escondia nas sombras .

 

— Suas habilidades de Infiltração são impressionantes. — Disse o rei à figura, enquanto deslizava  de seu cinturão uma adaga de lâmina larga e recurva.

— Rei Jarvan, não vim em guerra. — Respondeu a figura de voz cansada. Seus olhos eram de um azul fantasmagórico.

— É o andarilho, não é?  Ouvi boatos que um homem estava caminhando por todos os continentes, invadindo os reinos... 

— Me desculpe, mas não tenho tempo.

 

Saindo das sombras, a figura esguia se mostrou ser um homem, ou pelo menos algo similar a um. Estava muito pálido, praticamente sem pelos no corpo e estranhas tatuagens pareciam cintilar em sua pele.  

O ser misterioso manteve uma respeitosa distância do rei, mas o encarou de igual pra igual.

 

— Se ouviu falar sobre mim, sabe que não busquei guerra com ninguém. Pelo contrário, quero evita-la.

— Quem é você? — O rei estava confuso, imaginou que o vinho que tomara na reunião o estivesse fazendo ver coisas. 

— Eu sou apenas um homem em uma missão solitária.

— Não sei como entrou aqui, mas vai sair AGORA — e puxou o punhal em direção a figura estranha.

— Não tenho tempo para isso. A guerra que se aproxima, a Guerra que Demacia perderá será o estopim para um terror jamais visto...

— Me ameaça, estranho?

— Durante muitos anos, Rei Jarvan , eu vago por esse mundo de runas antigas, e absorvo um conhecimento que está muito além do senhor...magia antiga...

— Magia não existe. Suma daqui pacificamente, ou chamarei minha guarda.

— Queria que fosse simples assim, mas saiba de uma coisa, as runas me disseram que ao derramar tanto sangue sob a terra, como essa guerra irá derramar, você irá acordar terrores antigos, que jazem a muito tempo...

 

    O homem não conseguiu terminar a frase. O punhal do Rei atravessou-lhe o estômago. De perto, Jarvan primeiro conseguiu ver a bizarra figura, que possuía veias saltadas e um salpicar azul sob a pele. 

   No instante seguinte ao ataque, uma mandala azul brilhante se desenhou no chão sobre eles. A  fantasmagórica luz emitida pelo símbolo fez Jarvan saltar para longe em terror. Não havia outra explicação, aquilo era real. Ele havia sentido sua lamina perfurar o corpo do estranho visitante... não era uma miragem. Aquela luz... tudo áquilo estava acontecendo.

 

— Que assim seja...  — Retrucou o andarilho, enquanto o circulo de luzes se intensificava ao seu redor. — Tudo que acontecer de agora em diante, ô Rei, é sua responsabilidade. — O ferimento de lâmina havia se fechado com a mesma rapidez que havia sido aberto. O Rei não sabia como reagir, e assim ainda sem reação, viu o estranho visitante desaparecer diante de seus olhos.

 

  A Guarda real foi chamada. vasculharam todo o reino , todo o palácio, e cada centímetro de terra que estava sob o poder de Damacia... O Rei nunca mais viu áquele homem. Dizem que esse evento foi o estopim da loucura que tomou Jarvan primeiro nos dias próximos a seu assasinato, e quem sabe tenha sido isso que atiçou o interesse da primitiva Demacia por Magia.    Querendo ou não, esse encontro testou a sanidade do jovem rei, talvez levando ao limite a sua razão. Apesar de não poder provar de fato a veracidade desse encontro, a palavra do Rei é a LEI, e além disso, um pequeno suvenir tinha ficado guardado com ele.

 Seu punhal, que outrora empalou o misterioso andarilho, agora emanava uma tenue luz ... uma luz similar ao azul da pele do estranho visitante.

 

1 RESPOSTA
Aronguejo

Re: CONTOS DE RUNETERRA - No Limite da Razão

Acho que é só vc e eu companheiro...
:^ )