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[Análise Ficcional] Monte Targon — Parte V: Divindades Além do Topo

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Aronguejo

[Análise Ficcional] Monte Targon — Parte V: Divindades Além do Topo

Análise Monte Targon

 

— A Cidade de Ouro e Prata e os Aspectos

 

O festival de luzes que ocorre no topo da montanha simboliza o momento em que um mero mortal alcança o último teste dos Aspectos e recebe o privilégio de conhecer A Cidade de Ouro e Prata, uma construção celestial que divide o firmamento do céu com o topo da montanha, de forma etérea e transcendental.  

 

Os Aspectos são como seres que estão além da compreensão terrena — algo como as divindades — que são, na verdade, a representação de algo, e, quando julgam alguém digno, “assumem” seus corpos, tornando-os seus avatares. Ou seja, uma das possíveis recompensas da escalada ao topo da Montanha é usar o próprio corpo como recipiente de um deus — o próprio Aspecto, neste caso.

 

Tal evento é remotamente raro, ocorrendo uma vez em muitas gerações e concedendo feitos incríveis aos "recompensados". Claramente, estas “encarnações” também estão ligadas ao dever de proteção dos fiéis por parte dos Aspectos (como ser devoto de algum deus para ser protegido por ele, por exemplo). Portanto, estes atos dos Aspectos geralmente estão atreladas às possíveis catástrofes que devem ser evitadas e, por isso, a aparição de simultâneos Aspectos causa medo e incerteza a todos ("que perigos nos ameaçam?").

 

Porém, não podemos esquecer que nem todos que têm sucesso na escalada se tornam recipientes. É dito que alguns nunca retornam e, talvez, uma outra possível recompensa seja a vida eterna entre os deuses, por que não?

 

Lembrando que os Aspectos são imortais, porém limitados em sua forma divina, e, ao utilizar os corpos humanos, estão aptos a executar e proporcionar efeitos indescritíveis, mas, caso o recipiente morra, voltam para a forma divina e aguardam por outro humano que seja digno de uma nova “encarnação”.

 

Ao longo de todo texto, utilizei o termo “encarnar” entre aspas, pois o sentido que deve ser atribuído é de “possessão”, ou seja, “utilização do corpo, transformar em um avatar”, pense no mesmo sentido se comparado com a frase “encarnar o personagem”, portanto, não significa que o Aspecto irá renascer com outro corpo.

 

Os Aspectos se manifestam de formas diferentes, e representam coisas diferentes. Já ficou claro que há um processo de seleção minucioso para a escolha do recipiente perfeito por parte dos Aspectos: apenas aqueles que estiverem mais aptos — dependendo de cada virtude que está sendo avaliada, que muda de Aspecto para Aspecto — é que será escolhido. Porém, se fizermos uma outra análise mais profunda na relação entre Aspectos e recipientes, e principalmente agora com a chegada de Zoe, podemos perceber que os recipientes, em sua essência, têm muito em comum com a possível personalidade dos Aspectos. Isso quer dizer que, a resposta para os que chegam ao topo e não veem nada é que eles não são o que os Aspectos estavam procurando.

 

Por fim, gostaria de fazer um resumo geral sobre os Aspectos e seus recipientes que conhecemos, denotando suas personalidades e maneiras de se manifestar.

 

Começando por Pantheon, o Aspecto da Guerra, é a poderosa representação da guerra, força bruta, e todo o resto relacionado. É o Aspecto mais comum, aparentemente, e é conhecido por varrer toda a personalidade daquele que possui, assim como foi com Atreus, que se tornou o campeão Pantheon, no jogo. É curioso que o Sol seja venerado, e sua representação não seja o Aspecto mais comum. Assim como é curioso que o Aspecto mais comum não se incomode com a veneração ao Sol e não à Guerra.

 

Pantheon

 

Depois, O Aspecto que fundiu-se a Leona, atualmente sem nome, porém, com uma descrição física um tanto quanto clara em comparação com os outros Aspectos: um menino dourado com chifres e asas de morcego. Ele apareceu para uma guerreira treinada para ser impiedosa e a fez ter piedade. Ela sabia que seria julgada como herege por isso, mas o fez, e levou a criatura até o mais alto que pôde, onde o viu sumir entre os feixes de luz. Com certeza, este Aspecto, além de estar relacionado à luz solar, está preenchido com vontade de mudança. Trata-se de um Aspecto que possui total controle sobre suas ações, e executa aquilo que julga ser certo, independente do que lhe é esperado, e por isso escolheu Leona.

 

Leona

 

Agora, O Aspecto da luz prateada da lua, que não teve seu nome ou alcunha revelados, mas que manifestou-se para Diana em um momento escuro, em que a luz solar não era suficiente, na forma de uma senhora velha, que pedia ajuda para chegar ao topo da montanha. Diana passou a vida toda ouvindo meias verdades e nunca se sentindo digna de escalar a montanha, mas, ao mesmo tempo, estava descrente dos Solari e do que eles tentavam enfiar-lhe goela abaixo. O Aspecto, em forma de velha, levou Diana até o topo em apenas uma noite depois que ela decidiu ajudar-lhe. Este é o Aspecto da dúvida, da inquietação perante às mentiras, da clareza e verdade, da manifestação do que estava obscurecido pela luz que cega, ou seja, tudo aquilo que Diana queria sentir. Depois da fusão, Diana ainda tinha conciência de quem era, assim como Leona, mas, diferente dela, o Aspecto que a habitava frequentemente compartilhava suas memórias: as memórias de outras “encarnações”.

 

Diana

 

Encaminhando-se para o fim, falamos do Aspecto autointitulado “O Protetor”. Este Aspecto esperou até que Taric subisse a montanha por si só: ele precisava de alguém forte, resiliente, mas, não só isso. Ele precisava de alguém que se importasse com algo mais além da guerra, alguém que tivesse outras virtudes e mais sensibilidade ao mundo, alguém que estivesse apto a proteger a todas as formas de vida, e não só as que lhe fosse de interesse. Mas ele não procurava alguém para destilar apenas bondade e que estivesse sempre passando a mão sobre a cabeça dos indignos. Ele ofereceria proteção à vida, e não à humanidade. Trataria da mesma forma um pai de família e uma flor à beira da extinção. E, além de tudo isso, o Aspecto esperava alguém que estivesse apto a realizar as tarefas, e Taric caiu como uma luva. Ele mudou ao fundir-se, assim como todos, mas, para Taric, a essência do Aspecto lhe fornecia ângulos que sempre buscou.

 

Taric

 

Finalmente, o Aspecto do Crepúsculo teve sua manifestação mais duradoura da maneira mais diferente até o momento: buscou em seu recipiente um humano criativo, espontâneo, que não tivesse a Lua ou o Sol como o foco de sua vida, e encontrou em Zoe, uma criança travessa, a oportunidade de adquirir um corpo e personalidade coerentes ao seus interesses. Não sabemos nada sobre a aparência do Aspecto que fundiu-se a Zoe, mas pode-se dizer que sua manifestação é incomum e inesperada se comparada com a dos outros Aspectos.

 

Zoe

 

Especulação: É certo que os Aspectos vivem em uma cidade etérea de ouro e prata, visível apenas aos dignos em um vislumbre fantasmagórico e surreal, um monumento inexplicável e inumano, descrito com arquitetura, formas e cores inimagináveis e que provoca sensações jamais sentidas. Então, os Aspectos oferecem aos dignos, como recompensa, compartilhar uma estadia no Targon Real, que ainda pode culminar na “encarnação” de um Aspecto, ou seja, na utilização do humano digno como recipiente. Além disso, muitos outros Aspectos ainda estão lá, em suas formas divinas, esperando para o momento certo em que escolherão seus avatares, e isso significa novos campeões do Monte Targon. E aí, quem será o próximo? Ou melhor, como será o próximo? Só sabemos que vai demorar um pouquinho, mas ele ou ela vai chegar.

 

Algo Cósmico

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ATENÇÃO: O TEXTO CONTINUA NA PARTE VI — CADA TÓPICO TEM UM LIMITE MÁXIMO DE 20.000 CARCATERES, PORTANTO, HOUVE A NECESSIDADE DE FRAGMENTAR ABRUPTAMENTE O TEXTO. Clique aqui para ir à parte VI.