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[Análise Ficcional] Monte Targon — Parte IV: A Jornada ao Firmamento Cósmico

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Aronguejo

[Análise Ficcional] Monte Targon — Parte IV: A Jornada ao Firmamento Cósmico

Análise Monte Targon

 

Parte IV: A Jornada ao Firmamento Cósmico

 

— A Busca por Provação na Misteriosa Montanha

 

Muitos são os mitos e as lendas que envolvem o Monte Targon, incluindo os que tentam explicar sua gênese (as vezes atribuída à criação de uma residência das divindades, um lugar descido dos céus para abrigar os Aspectos), o que é de fato a Montanha (que pode ser um titã adormecido) e também aos eventos que lhe cercam (como a descida de criaturas pelo véu da noite por exemplo).

 

Tais histórias, aliadas ao tão divulgado processo quase impossível da escalada, atraem aventureiros de todo o mundo, que buscam chegar até ao topo para alcançarem os mais variados desejos individuais, como a redenção, a glória, o autoconhecimento, o poder, etc. Muitos são os que tentam, raros são os que conseguem e mais raros ainda aqueles que chegam de fato até o último teste de provação.

 

Rotas e Cavernas

 

“Em certos enclaves ao redor da montanha, os Rakkor abrem trilhas nas cavernas labirínticas e túneis dentro da rocha. Aqui, eles se abrigam de tempestades violentas e outras intempéries”.

Subir a montanha é algo prestigiado e incentivado pelos habitantes da base, que comemoram quando aventureiros e exploradores decidem executar a viagem, e comemoram mais ainda quando alguém de sua própria tribo resolve encarar o desafio. Seja qual for a origem do escalador, eles são tratados muito bem e antes de partirem passam por um ritual em que atravessam um umbral ancestral e sagrado, em que se despedem de tudo e todos.

 

Cerimônia de Despedida

 

“Milênios atrás, esta pedra metálica caiu da montanha e agora é usada para demarcar um limite entre o acampamento rakkorense e as ameaças desconhecidas da montanha. Em uma cerimônia sagrada de despedida, os alpinistas prestes a iniciar sua subida são celebrados. Este dia marca o momento em que o destino de suas almas é entregue totalmente às mãos de Targon. É provável que eles nunca mais sejam vistos”.

Para chegar ao topo é necessário ainda ser julgado como digno pela Montanha (além da necessidade de possuir fé, vontade, força, caráter, determinação, persistência, coragem, entre outras virtudes).

 

Teste da Montanha

 

“As encostas superiores do Monte Targon, implacáveis até mesmo para os mais experientes alpinistas, são atormentadas por ventos frígidos, tempestades árticas e avalanches frequentes. Com seu ar rarefeito, cada fôlego é um ato laborioso e doloroso. Aqueles que sobrevivem à escalada descrevem as noites duras em que tentaram se abrigar do frio rigoroso, onde dizem testemunhar estranhas visões de figuras etéreas. Os elementos mais perigosos da escalada não são suas condições climáticas, e sim o modo como testam o caráter de cada alpinista. Os Rakkor veem a subida como um teste, não só de força e resiliência, mas também de espírito e alma; afinal, os alpinistas se deparam com visões que os distraem de sua jornada. Algumas são mais benevolentes, conduzindo os alpinistas ao caminho mais seguro durante uma tempestade de neve, ou ajudando os exaustos a se colocarem de pé novamente”.

A escalada abrange vários desafios físicos, como gelo mortal, fendas profundas, intensificação do clima e outras peculiaridades, como um lago congelado que se move verticalmente sendo puxado para o topo da montanha pela sua força mágica há séculos.

 

Perigos de Outro Mundo

 

“Um lago, congelado há milênios, está lentamente sendo puxado para cima em direção o topo da Montanha. Não importa quão bem treinado é o escalador, a atmosfera afilada e os incontáveis perigos da montanha significam que quase todos que tentaram chegar ao pico do Targon morreram em sua escalada. Os corpos dos mortos congelam onde eles caíram, permanentemente preservados no afilador e frígido ar da montanha, e servindo como um aviso sombrio para aqueles que vêm depois. Alguns escaladores encontram visões divinas e testes e testes de caráter e fé. Eles podem encontrar assustadoras imagens de pessoas amadas que eles devem abandonar nas encostas para continuar a missão, ou personificações de seus mais profundos medos. Outros lutam contra bestas ancestrais e grotescas incrustadas em gelo e com dentes de pedras afiadas. Cada caminho para o cume é muito diferente, tão diferente, que a duração da escalada pode variar de uma única noite até vários meses”.

Além disso, o terreno se torna cada vez mais perpendicular, o que dificulta a subida, e as formas surpreendentes influenciadas pela magia são capazes de fazer com que os escaladores delirem e fiquem com alucinações, deixando o trajeto incompleto e se juntando aos que não conseguiram anteriormente e foram julgados como indignos, tendo a morte como sentença final, adornando a montanha e suas formas impressionantes.

 

Padrões Dos Que Já Se Foram

 

“Os viajantes às vezes escalam em grupos para ajudar uns aos outros na subida. Quando um alpinista se fere gravemente ou se exaure a ponto de não mais poder seguir, não há mais esperança de resgate; qualquer tentativa é uma missão suicida. Os cadáveres não se decompõem em tamanha altitude, mas parecem se fundir à rocha, entrelaçando-se gradativamente aos padrões circulares e aos sulcos da montanha”.

É assim que os escaladores são julgados pela montanha e pelos Aspectos, e através das histórias dos personagens que conseguiram escalar (Taric, Atreus, Diana e Leona) podemos perceber que existem inúmeros testes físicos e espirituais que se manifestam de maneiras diferentes para cada um que tenta, em suas mais perigosas variedades.

 

O Inverno Eterno do Pico da Montanha

 

“Nos pontos mais altos, ventos inclementes e barrancos de neve periculosos desafiam o ciclo natural das estações, criando um inverno sem fim. Aqui, as formas sobrenaturais criam padrões incomuns e formações rochosas que compõem uma paisagem estranha e perigosa para exploradores perdidos. Plantas e animais são presenças raras na atmosfera rarefeita e no clima frio”.

Chegar ao topo, no entanto, não é a tarefa final e nem o ápice do objetivo, o que significa que os indignos podem até alcançá-lo, mas descobrirão uma imensidão devastada e congelada — revelando que a dignidade dos raros selecionados não deve-se simplesmente ao esforço da escalada, mas sim à essência da alma.

 

E, as vezes, mesmo sendo dignos, ainda falta alguma virtude naqueles que chegam ao topo da Montanha, como a sanidade e a paciência, que os levam a tirarem suas vidas depois da escalada aparentemente frustrada, mal sabendo que estavam prestes a alcançarem seu objetivo.

 

Vislumbres do Além

 

“Quase todos os sobreviventes que chegam ao pico de Targon não veem nada além de um cume vazio, rochoso e sem encantos. No entanto, nas raríssimas ocasiões em que os Aspectos escolhem um herói digno para agir como seu receptáculo mortal, conta-se que o próprio ar cintila com pó estelar enquanto um portal se abre sobre a montanha. Alguns dizem que, para além do véu, se enxerga um fantasmagórico contorno de uma cidade brilhante dourada e prateada, e que a luz divina brilha em cores vibrantes enquanto seres celestiais descem do Targon Primordial”.

Porém, por fim, os raríssimos que chegam até ao último teste só retornam depois de minutos, dias, anos ou séculos, e estão tão diferentes e mudados que sequer podem ser reconhecidos. As vezes, eles sequer retornam. Mas, é sabido que aquele que alcança até a última tarefa será recebido pelos Aspectos por serem julgados capazes e dignos em uma cerimônia em que luzes etéreas serão emanadas tanto do topo da montanha (que se abrirá), quanto do céu (quem vem em busca do aventureiro). Estas luzes são vistas da base da montanha e então sabe-se que um Aspecto acolheu e atribuiu seus poderes ao merecedor, e isso é sagrado como um marco de esperança.

 

Uma Vez na Vida

 

“Nos raros casos em que um mortal digno alcança com sucesso o cume do Monte Targon, os céus se abrem em um espetáculo de auroras cósmicas. Poucos testemunham a cena radiante: acima das nuvens e abaixo das estrelas cintilantes, um raio de luz emerge do pico. Conta-se que, para além do topo da montanha, seres divinos imortais habitam uma cidade de ouro e prata”.

Não é comum que mais de um Aspecto compartilhe sua grandiosidade ao mesmo tempo, mesmo que em “recipientes” diferentes, portanto, Taric, Leona, Diana, Zoe e Atreus são um presságio de algo grande — e assustador — que está por vir.

 

ESPECULAÇÃO: A escalada é um processo misterioso e quase impossível, que transforma aqueles que conseguem alcançar a meta final em peças exclusivas e únicas. Basicamente, o que há no topo da Montanha é um templo (Templo do Solstício) que está literalmente escondido no céu pelas estrelas, nuvens, magia, etc. Neste templo sublime ficam os Aspectos (você verá abaixo), e o "prêmio" para o escalador/merecedor é discutido dentro dele depois que o evento de luzes acontece e este é “convidado/levado” até o interior da “edificação”. Em sua maioria (para não dizer sempre), os merecedores são imbuídos pelos poderes (e às vezes pela própria “essência”) dos Aspectos, tornando-os recipientes/cascas.

 

Ele Retornou

 

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ATENÇÃO: O TEXTO CONTINUA NA PARTE V — CADA TÓPICO TEM UM LIMITE MÁXIMO DE 20.000 CARCATERES, PORTANTO, HOUVE A NECESSIDADE DE FRAGMENTAR ABRUPTAMENTE O TEXTO. Clique aqui para ir à parte V.